A nova cara da Família brasileira

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 14:08

Maria de Souza, 47 anos, acorda por voltas das 06:30 da manhã, levanta com um pouco de cuidado da cama, seus olhos ainda cansados do dia anterior, ela ainda sente sono quando vai até a cozinha, no caminho passa pela sala e liga a tevê no telejornal matinal para acompanhá-lo. Na cozinha começa a lavar a louça e fazer o café da manhã para seu filho que ainda dorme.
Nesse meio tempo o telefone toca algumas vezes, Maria já sabe quem é, sua filha mais nova Manuela, que liga sempre nesse horário durante a manhã para conversar um pouco com sua mãe e saber notícias sobre a filha Lívia que mora com a avó.
Maria mora com o filho mais velho Pedro, de 24 anos, e com a neta Lívia de quatro anos, a mãe da garota, Manuela filha mais nova de Maria se casou e mudou-se da casa da mãe a mais de dois anos, mas Lívia não se acostumou com o novo lar e teve de voltar às presas para a casa da avó, onde mora até hoje.
Assim que se despede da filha pelo telefone e termina de preparar o café e cuidar da louça, ela ainda tem um pequeno espaço de tempo em que deita no sofá e assiste um pouco do telejornal.
Por volta das 08:00 horas Maria acorda a neta que carinhosamente lhe chama de “mãe” e a prepara para mais um longo dia de trabalho.
Lívia assiste desenho animado na tevê e toma um copo de leite com chocolate enquanto a avó toma banho para ambas saírem para o trabalho. Pedro ainda dorme quando mãe e neta saem de casa.
Maria trabalha na avenida Angélica não muito longe de sua casa que fica na Bela Vista, lá ela é cozinheira em uma casa de família a mais de dez anos, ambas, avó e neta repetem esse ritual todos os dias. Lívia passou a acompanhar a avó desde que começou a estudar e uma escolinha infantil ali pertinho dentro do parque Buenos Aires.

Maria é mãe solteira, ou melhor, separada, desde que seus filhos tinham apenas sete e cinco anos de idade seu marido a deixou para ficar com outra mulher com quem já tinha um caso e outro filho. Maria como toda mulher sofreu com a decepção amorosa, mas segundo ela com a ajuda da família e de amigos encontrou força para conseguir superar o fracasso no casamento e voltar a trabalhar e cuidar dos filhos, e assim foi até o início da adolescência deles, quando ela decidiu ir tentar a vida em São Paulo.
“Eu já tinha três irmãos que viviam lá (São Paulo), então decidi ir para tentar uma vida melhor pra mim e meus filhos”, confessa.

Maria partiu da cidade de Trindade no interior de Pernambuco, onde vivia com sua família com destino certo a capital de São Paulo segundo ela a “Terra das oportunidades para qualquer nordestino”.
Chagando aqui não ficou nem um mês desempregada, conseguiu trabalho numa casa de família. Em São Paulo Maria foi morar durante um período na casa da sua irmã que é casada e a ajudou com os custo da viagem para a cidade, foi ela também que indicou Maria a família que a contratou ali em Higienópolis pertinho de onde trabalha hoje, lá ela ficou durante dois anos.
Alguns meses depois juntou dinheiro suficiente para mandar buscar os filhos que vieram já no final do ano com a avó.”Foi uma sensação terrível ter de me separar dos meus filhos, nunca fiz isso me senti péssima, triste” diz.
Mas com a possibilidade de ganhar mais e ter uma melhora de vida, Maria aceitou o convite para trabalhar com a irmã como cozinheira em seu atual trabalho.

Maria sofreu bastante no começo, nunca teve a oportunidade de freqüentar uma faculdade, nem conseguiu se formar no ensino médio. Teve de começar a trabalhar muito cedo para ajudar a família.
Quando foi trabalhar como cozinheira, ela teve de se dedicar bastante para aprender, pois tinha de cozinhar para uma casa de pessoas muito ricas e que estavam acostumadas com comidas mais requintadas, Maria, porém nunca havia estudado nada sobre culinária, ou sobre como cozinhar profissionalmente.
“Sofri muito no começo, nada que eu fazia parecia agradar. Pensei em desistir, mas não podia perder esse emprego, eu dependia dele tinha de ter paciência” diz.
Com o passar do tempo Maria passou da mulher chorona, a mulher elogiada pelo seu cuidado especial na cozinha, pela perfeição com que cozinhava e pela sua dedicação ao trabalho.

Com os filhos já adultos Maria dedica-se a cuidar de sua neta com quem dividi a vida e uma rotina exaustiva de trabalho diário que só acaba tarde da noite, quando ela vem para casa com a neta.
Seu filho mais velho Pedro é o primeiro membro da família a cursar uma faculdade, ele também teve de começar a trabalhar cedo para ajudar em casa, hoje com 24 anos, Pedro ajudou a mãe a comprar o primeiro apartamento onde mora com Maria e a sobrinha.

Cresce o número de lares chefiados por mulheres em dez anos

Maria faz parte do retrato da nova família brasileira, uma família chefiada pela mulher, na maioria das vezes solteira ou divorciada, que é obrigada a trabalhar para garantir o sustento da casa e dos filhos.
Ainda que os homens sejam considerados a referência da maioria das famílias brasileiras, cresce a participação das mulheres nessa função, mesmo nos lares em que há presença do companheiro masculino.
Enquanto em 1996 essa posição era ocupada por pouco mais de 10 milhões de mulheres, em 2006, o número havia subido para 18,5 milhões. O aumento foi de 79% enquanto as casas lideradas por homens cresceram 25%.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as famílias chefiadas por mulheres ainda apresentavam diferenças em relação àquelas comandadas por homens. Segundo a pesquisa, em 37,5% dos lares comandadas por homens, marido e mulher trabalhavam. Nesses casos, em apenas 27,4% as mulheres ganhavam igual ou mais que o marido.
Em 1996, esse percentual era menor: 25,7%. No Distrito Federal, as mulheres que ganham igual ou mais que os homens são 34,1% dos lares.

Eu quero a sorte de um amor tranquilo.

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 23:04

Ontem à noite deitado na cama com meu namorado conversávamos sobre nossa relação, estamos comemorando algum tempo juntos, e em dado momento disse ao mesmo que queria tê-lo para sempre. Ele dessa vez não reagiu da forma que costuma, mas respondeu minha pergunta de forma fria e verdadeira. Disse-me que ele acreditava que eu o queria para sempre, porém disse-me também que esse “para sempre” era relativo, que eu o queria agora, mas que a situação poderia mudar, que eu poderia achá-lo um canalha, ou simplesmente enjoar dele e não mais o querer.
Na realidade ele tem razão, se pensarmos friamente todo relacionamento está fadado a fracassar. Porém quando começamos a namorar alguém que gostamos é natural que façamos planos, é natural querer dividir a vida com a pessoa que “nesse” momento você ama. Aceitar que a relação é passageira faz mais sentido querer ter uma vida a dois com essa pessoa por tempo indeterminado. Basta apenas viver o momento, porque um dia ele acaba.

Como costumo dizer nos decepcionamos sempre com quem gostamos. O papel de uma relação ou de um casamento é representar uma união entre duas pessoas que teoricamente se amam e estariam juntas para sempre na riqueza e na pobreza na saúde e na doença até que a morte os separe, não é mais nada do que um momento na vida, e que essa relação acaba. Deveriamos passar a dizer, até que vocês não se aguentem mais, ou até que o amor acabe, ou até que um traia, ou um não queria mais.
O mundo tornou-se vazio, ninguém parece querer mais o felizes para sempre, há sempre algo há experimentar, há sempre outro alguém para conhecer, começamos uma relação já esperando pelo dia que ela vai acabar, porque achamos que sempre vai haver outro (a), logo ali na esquina esperando para começar outro namorico, outro casamento, que nos prende para sempre num ciclo vicioso de experiências que não nos levam a lugar algum. Estamos sempre esperando por alguém que não existe, o tal principe encantado não existe, o felizes para sempre só depende de nós.
O casamento assim como o namoro é a manifestação do sentimento que temos naquele momento por alguém, mas porque casarmos ou namorarmos se sempre acreditamos que não vai dar certo?
É mais fácil aceitar que não vai dar certo, que pode haver algum imprevisto no meio do caminho, do que seguir em frente e continuar com a pessoa que escolhemos.

Hoje é mais fácil desistir e colocar a culpa no desgaste, na monotonia, na rotina para não aceitar que possa ser feliz com apenas uma pessoa. Crises, desgaste, rotina, tudo isso causa frustração, mas as pessoas esqueceram que tudo isso faz parte de qualquer relação, e que esse problemas são superados quando os dois querem, quando você sonham, e se dispõe a lutar pelo que cada um tem pelo outro. Mas o amor  se tornou  descartável, as pessoas se tornaram descartáveis, e nenhuma lembrança, nenhuma promessa feita fica, nada que falamos ou fizemos durante nossa relação parece fazer sentido. Hoje o amor morre, e não porque não é cuidado, mas porque as pessoas não têm mais a capacidade de amar. Nós não conseguimos mais continuar com alguém, não mais.
Por diversos motivos uma relação é fadada a não dar certo e os poetas mais românticos chamam isso de “Que seja eterno enquanto dure”, eu discordo, concordo sim que o amor é um sentimento e como tal, não se controla. Mas se conserva se mantém.

E meu namorado foi ainda mais a fundo dizendo que não era tão inocente para acreditar que nossa relação era um “conto de fadas”, essas histórias de amor que duram para sempre. Mas era exatamente o contrário, ele não era ingênuo, e sim racional e que, portanto mesmo a nossa relação não estava isenta de tal futuro trágico.
Confesso que ouvi-lo dizer isso me doeu, ele me lembrou eu mesmo no começo de nosso namoro, eu pensava como ele, exatamente igual, já havia enfrentado outros namoros que não deram certo, esse era um que eu queria que desse. É fato que o amor pode acabar, mas do que adianta estar com alguém se você não tem sonhos, se você não tem devaneios, se você não quer um felizes para sempre?

Doeu ainda mais porque foi ele que me fez voltar a sonhar, é ele que traça planos futuros, é ele que é tão romântico, é ele que me contagia com tanta coisa boa, é ele que eu quero ao meu lado. Doeu porque eu já estava sonhando.
Mas acordei, de uma hora para outra comecei a pensar que fazer planos ou sonhar é arriscar de mais. Mesmo assim faz parte da minha personalidade ser fiel, querer apenas uma pessoa e sonhar com ela . Eu acho que sou um dos raros homens monogâmicos que ainda existem. Um dos pouco que ainda quer, e sonha ter alguém para a vida inteira. Contudo ainda acredito que as pessoas, gays ou não só querer uma coisa. Todas querem apenas um porto seguro, alguém para chamar de seu.

Temos tempo para tudo no mundo, para curtir, para aprendermos, para chorar, para conhecermos pessoas, para nos apaixonarmos. Mas não existe momento mais bonito do que o que percebemos que amamos alguém. E então vêm os planos, namoro, noivado, casamento, filhos, família, almoços de domingo, viagens à praia e de uma vida juntos e felizes.
Mas de alguma forma tudo isso é muito relativo tudo isso pode acabar, esta sujeito a mudanças de humor , a mesquinharias, a desgastes, a cansaços, e sabe porque?
As pessoas se acostumaram a serem menos românticas, menos sonhadoras menos amorosas. Não acreditam mais que cada um tenha seu par, mas que cada um tenha vários. E assim a gente vai levando até onde der para ir.

Doença contagiosa

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 12:51

Ele tinha medo de amar. Sentia falta, mas tinha medo. Se apaixonar então estava fora de cogitação. Impossível de acontecer, pensava e achava que havia se imunizado contra essa doença, que teria se “medicado” e nunca mais voltaria a sentir os sintomas. Ledo Engano. Fugindo e se afastando das pessoas, ele tinha certeza de que cada dia estaria livre de um novo amor, capaz de cegar, estressar e partir seu coração, como no passado. Tendo medo das pessoas ou apenas afastando-se delas, acreditava que não cairia em outra armadilha da vida. Falso remédio.

Associava o amor à dor, pois quando amava, sofria, era intenso, o pior dos sofrimentos, a pior das dores, seu coração partido ao meio sangrava. E com isso, abraçou o lema que prevenir era melhor do que remediar. Ele só não sabia que o amor não tem prevenção, não tem contra-indicação, não é doença, não é dor. Sua experiência traumática lhe impôs o medo, mas não lhe tirou a doçura.

E aí a vida lhe pregou uma peça. Ele, que se achava imune, forte, coerente, caiu de amores numa noite dezembro, contaminado pela paixão, pelo vírus da qual correu tanto. De repente ele se vê atordoado, com palpitações, as bochechas vermelhas de um rubor que ardia. Com pernas bambas e risadas à toa. O sentimento de dor deixou para depois. Que vírus é esse que causa até amnésia? Pensou.

Será que eu não tomei o remédio pelo tempo correto? Pensava. Sabia que amar era bom, mas sabia que a doença só fazia bem no começo e depois maltratava, maldizia, infernizava. É como uma droga poderosa que vicia assim que se experimenta. Mas, resolveu arriscar. Nessa altura do campeonato, mal sabia ele que não tinha o controle ilusório em suas mãos.

Com uma nova paixão as forças foram renovadas e os lemas trocados. Lembrou de sua mãe, que dizia: “o que não tem remédio, remediado está”, e adotou como nova inspiração. E se entregou. E desassociou o amor com a dor. E conseguiu ser feliz por um tempo determinado pelo destino. Quando acabou o amor ele se sentiu curado do medo. Sentiu que poderia amar e desamar por toda a vida. Pois, já dizia Zeca Baleiro, solidão não se cura com aspirina.

Casamento gay, um perigo a sociedade.

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 13:11

Segue em Brasília o projeto de lei que pretende legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo como união estável e reconhecida pelas leis brasileiras. O popularmente chamado casamento gay, se aprovado pelo legislativo, daria direitos concedidos constitucionalmente hoje apenas aos casais heterossexuais. A lei, proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2008 por não chegar a um consenso e agora retorna ao plenário. Cabral optou por esse tipo de ação porque, de acordo com ele, “O tratamento diferenciado aos casais gays é um desrespeito à Constituição”. No texto a lei pleiteia o reconhecimento legal da união estável de casais de gays e lésbicas sendo reconhecidos como casais estáveis e de âmbito familiar e passariam a ter direito, por exemplo, a pensão em caso de morte do cônjuge, pensão alimentícia e herança.

A Lei, de suma importância para a comunidade gay, está parada no Legislativo. O projeto enfrenta grande resistência das bancadas cristãs. Segundo elas, a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo “fere incondicionalmente os princípios éticos e religiosos criados por Deus”, de que um casamento, ou uma família só pode ser constituído por um homem e uma mulher.

Do que nossos deputados e senadores têm tanto medo? É sabido por todos que as Igrejas detém um poder oculto sobre os população, mas, em pleno século XXI, onde temos comunidades gays lutando por esses direitos em todo o mundo, já é hora de enfrentar essa força, que a cada dia está cada vez menor manchada por escândalos que envolvem tanto a igreja Católica e as Evangélicas.

E muitos países na Europa, como França, Bélgica, Espanha a união civil já é garantida. Na Holanda, por exemplo, este direito foi conquistado em 2001. No Canadá os gays já têm esse direito, assim como em alguns estados americanos o casamento gay também é uma realidade. Na América Latina, México, Uruguai e Argentina os gays tem esse direito garantido. Mas no Brasil ele parece enfrentar uma repressão maior do que em paises mais conservadores.

É algo que assusta a sociedade brasileira, uma sociedade preconceituosa atrasada e hipócrita, cega e que desrespeita em nome de credos e medos os direitos de outros.
Não aceitar algo que é normal, e que é um direito humano é ser medíocre. Como um país que se intitula “Laico”, ou democrático e que na sua Constituição a garantia dos direitos de cada cidadão tem de ser respeitado, e está inda diz que qualquer ato de preconceito é crime. Leis que asseguram punição a crimes e desrespeito a pessoas ainda são um tabu no Brasil. Quantas vezes vamos ter de fechar os olhos e negar aos nossos amigos, e nossos filhos e as pessoas os seus direitos apenas por serem “diferentes”. Por que é tão difícil aceitar algo tão comum? A união civil entre pessoas do mesmo sexo é um direito e tem de ser reconhecida pelas leis, as mesmas leis que dão garantias de uma sociedade justa e livre de preconceitos, ao menos que aceite a liberdade de democracia entre as pessoas.

A cara era consumista

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Posted by Anônimo | Posted in , , , , , , , | Posted on 15:21


Engraçado como de um dia para o outro nossas prioridades materiais mudam. Ainda me lembro do meu primeiro celular. Um Nokia, que mais parecia um tijolo se não fosse pela sua cor azul. Pesado e incomodo de carregar. O visor era preto e branco e os toques eram polifônicos que até faziam o ouvido doer. E eu achava demais. Vivia com ele pendurado na calça. Hoje não imagino uma pessoa comum sem um celular com câmera, mp3, televisão e até acesso à internet. Aliás, a maioria deles são computadores portáteis e não apenas um simples aparelho para fazer e receber ligação.

Imagina quanto dinheiro gastamos comprando e revelando fotos em maquinas analógicas. Hoje com apenas um clique, posto aquela imagem tirada do meu iPhone direto no Twitpic e pronto! Todos têm acesso a ela, já que o serviço pode ser integrado com outras redes sociais e a turma recebe pelo próprio celular.

E minha coleção de fitas VHS? Foi para o saco. E justo agora que passei todos os filmes para DVD, eis que surge o Blue Ray, com toda a sua alta definição e um custo de 100 reais por exemplar. Hoje, até os donos de locadoras de vídeos devem ficar deprimidos... Com a popularização da internet, surgiram as locadoras on line. Você faz uma transferência pelo “internet bank” com o valor da locação, faz um download e assiste ao filme sem levantar da cadeira do seu quarto. E ainda pode escolhe o idioma e as legendas.

Até para as simples donas de casa a história é diferente... Com essas “maquinas planetárias” é possível ter todas as funções em um único aparelho: batedeira, cafeteira, liquidificador, panificadora, espremedor, centrifuga, mixer, processadores... E o alto custo do aparelho compensa o espaço economizado no armário. Microondas. Alguém não usa? De tanto usar, o meu parou de funcionar. O preço que o técnico gastou comprando peças novas, quase me pagariam um novo. E de tanta modernidade dos serviços oferecidos, somos obrigados a procurar assistência técnica credenciada pela marca, já que exige dos profissionais conhecimento específico sobre os novos produtos. Diga adeus ao “Zé da esquina” que conhece de tudo um pouco e fazia aquele preço camarada.

E nem depende de sua condição financeira, já que podemos encontrar os mais modernos equipamentos em versões “genéricas”, normalmente disponíveis nos shoppings chamados “Ching-ling”. Só não me pergunte quando a garantia. Normalmente duram cerca de 30 dias e sempre no 31º o produto simplesmente para de funcionar.

Não importa a idade, classe social ou hierarquia. Tornou-se uma questão de honra ter algo cada vez mais sofisticado. E às vezes tanta modernidade acaba ficando sem uso, movimentando apenas nosso cartão de crédito, que todos os meses nos mostra a realidade (em números) desse mundo consumista por impulso.

Lucia "Bem Louca" Hippolito

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in , | Posted on 00:35

Coitado do Nonato!
Sou extremamente contra o cigarro. Pra quem me conhece, sabe que sou até chato quando alguém resolve discutir o assunto comigo. Já briguei muito aqui em casa, onde, dos três moradores, dois fumam e eu – o que sobra – sou obrigado a conviver com cheiro de cigarro, lixo de cigarro e presença de cigarro por toda a casa.
Por eu ser tão viciado em contrariar o cigarro, sou grato à lei antifumo e às modernas redações que já o haviam proibido – pelo menos dentro das salas – antes mesmo de eu pensar em estudar Jornalismo.
Alguns colegas românticos irão reclamar, é claro, da minha falta de amor ao histórico personagem que, enquanto escrevia, perdia um tempo precioso entre minutos pra dar a famosa batidinha na bituca, a fim de espantar o excesso de sujeira.
Pois bem, eis que alguns jornalistas fanfarrões, descontentes com certas manifestações ditatoriais – dessas que proíbem as pessoas de fumarem onde bem entenderem -, resolvem se manifestar de outras maneiras. Protestam silenciosamente e, sem que se perceba, estão fazendo algo nem sempre, né Lucia? sutil, mas ainda assim sujo, e causador de algum malefício alheio.
Acredito (ou quero acreditar) que esse seja o caso de nossa cara colega Lucia Hippolito. Não sei se Lucia fuma, já fumou ou se simpatiza com o fumo, mas preciso de uma explicação um pouco mais convincente para entender o que essa sujeita pensava quando resolveu entrar no ar nessas condições. Lucia é inteligente, ouço ela quase todos os dias em minhas manhãs de CBN – antes que reclamem, ouço a Band News, também – e, apesar de nem sempre concordar com o que diz, ela tem uma visão que me agrada, tirando o fato de a culpa sempre ser do Lula (nem sempre é, Lucia).
Bem, os vídeo a seguir explicam o restante, mas vou procurar outros motivos para, quem sabe, entender o que realmente aconteceu com ela ou se foi mesmo o efeito da amiga do Presidente cachaça que detonou a colega, já que a Globo inteira se escondeu sobre o ocorrido.
São dois vídeos, o primeiro mostra Lucia Hippolito aparentemente embriagada e Roberto Nonato elegantemente a retirando do ar, e o segundo é uma versão do "Quanto Tempo Dura?" editado. Curtam!




A descaracterização do Natal

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 12:34

Estamos nos aproximando da minha época preferida do ano, desde que me conheço por gente eu gosto das festas de Natal e Ano Novo. Com certeza essas datas trazem o que é de melhor das pessoas para fora, é claro tirando o fato que o Natal já não tem mais sentido religioso, pois com essas nossa cultura de consumir não existe melhor momento do que esse feriado para consumir de tudo. É lógico que quando eu era criança, e como qualquer criança da minha idade eu adorava ganhar presentes e mais presente, que não gosta até hoje?
Mas de alguma forma o Natal é mais do que uma época para se dar presente e viver nessa loucura de gastar, gastar, gastar. O sentido religioso de certa forma tem mais poder em mim hoje do que tinha quando eu era forçado a ir a igreja na minha cidadezinha assistir a missa do Galo com minha avó, católica fervorosa.
Hoje faz mais sentido não comprar nada que eu não possa comprar depois dessa data, talvez para não passar totalmente batida sem nenhuma lembrança ainda há uma simbologia de comprar um presentinho para as crianças. Mas hoje eu sinto o quanto o sagrado foi perdido. As pessoas não têm a menor idéia do que essa data representa em si. O Natal foi descaracterizado, ninguém lembra qual o real sentido dessa festa, a não ser pelo papai Noel, e todos os presentes que ele “trás”. Por tudo que podemos comprar e gastar. Porque no Natal é a data mais comercial do ano, o que vale mesmo é comprar. Mas onde fica o sentimento de conciliação, de paz de união? Onde fica a nossa fé no sagrado, na data simbólica que comemora o nascimento do Menino-Deus. Onde fica toda a beleza de comemorar uma data tão bonita com nossas famílias trazendo o que há de melhor em nós para fora. Onde fica a esperança, onde ficam os sonhos?
Só há espaço para comer muito, comprar muito e gastar muito.

Interneteando - parte 3

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in , , | Posted on 13:06

Não, eu não esqueci da série, pelo contrário: eu penso nela todos os dias. Explico:
Trabalho o dia todo com a cara no PC e uso a internet em 100% das minhas funções, portanto eu sempre acompanho o que está rolando pela rede.
Bom, só pra adiantar alguma coisa, nesse meio tempo já houve mudanças no Twitter, no Orkut e no Facebook, além da criação do Chrome OS e do lançamento da versão beta 4 do Chrome, que vem com várias melhorias. Sem contar que nesse fim de semana eu passei a mexer no Wave.
Isso está um pouco fora de controle, não acham? Pois é, estive pensando em como administrar isso tudo e resolvi que vou subdividir o post, então, a partir da semana que vem (vou viajar nesta), voltarei ao Normal Incomum com força e terminar minha reflexão sobre nosso cotidiano internético.

Do Começo ao Fim

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 12:06

Ontem fui assistir “Do Começo ao Fim”, já havia lido algumas críticas sobre o filme de Aluizio Abranches do saudoso “Um Copo de Cólera”. Já tinha uma idéia de como o filme se desenrolaria.

Do Começo ao Fim começa bem, pois na fase em que os seus personagens são crianças o filme passa a idéia de inocência e do começo ou o despertar do amor entre os irmãos Francisco (Lucas Cotrim) e Tomás (Gabriel Kaufman), e o reflexo da intimidade dos dois sobre sua família formada pela mãe contestadora (Julia Lemmertz), o pai confuso (Fábio Assunção), que temem que eles possam sexualizar a relação intima que têm.

A expectativa é que o tema se desenrole o mais interessante possível já que o diretor toca num assunto tão polêmico e pouco abordado em nossa sociedade até mesmo no cinema palco de muitos protestos e posições. O fato dos dois serem irmão e desenvolverem uma relação sexual com certeza é um assunto muito importante a ser abordado pela história. Os dois irmãos iniciam sua relação muito próximos um do outro com uma intimidade e uma delicadeza infantil e a sexualidade é algo que vai nascer com o despertar de suas adolescências, com certeza cheias de perguntas, de conflitos e de incertezas. Um terreno cheio para ser bem explorado antes dos finalmentes. Mas para por a e.

A falta de conflito empobrece o filme, a família aceita, as pessoas aceitam, tudo é perfeito, eles são lindos, ricos, moram juntos e ah!!! eles são irmãos. Tudo absolutamente perfeito. Nada mais acontece no filme, o diretor disse que fez uma história de amor entre duas pessoas “pós-tudo”, só que ele se propôs a tocar num assunto delicado, e passou batido por ele. Não conseguimos enxergar no filme algo que se pareça com a realidade.

A homossexualidade é ainda um assunto que chama a atenção. E o incesto é ainda mais barulhento. Não há dor, não há dúvidas, não há questionamentos não há acontecimentos antes do pós-tudo. A beleza top model dos atores João Gabriel e Rafael Cardoso contribuem negativamente para o filme.
A impressão que temos é que os personagens são idealizados, que não tem nada de humano, que estão simplesmente acima de qualquer questão, que são a nossa idealização do que gostaríamos que fosse a vida. Sem nenhum tipo de questão, ou conflito. É mais um componente idealizado: em vez de serem reais, eles são intocáveis.

O diretor perdeu a chance de falar sobre um assunto importante e polêmico, e que ainda causa muita discussão, o homossexualismo e o incesto são assuntos que tem uma influência sobre as pessoas e nós não gostamos de falar sobre esses assuntos por que não temos posições formas sobre temas tão delicados. Aluizio Abranches começa a história e chaga ao final sem se quer ter passado pelo meio.
Do Começo ao Fim, é uma história de amor que está acima de tudo e que tenta passar ao expectador que tudo é possível caso você queria, e que tudo que rodeia você é perfeitamente compreensível e que tudo vai dar certo, que não há sobras e nem problemas, e que tudo pode ser perfeito. Basta queremos assim.

Berlin 20 anos sem muro

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 19:33

Realmente estamos muito ocupados, o Leonardo bem mais do que eu, mas estamos, a faculdade tem exigido muitos trabalhos e as aulas e a perspectiva de provas mais próximas também estão me deixando meu louco.
Contudo não vou falar do caso mais polêmico das últimas semanas. O caso da aluna expulsa e depois readmitida da UNIBAN, primeiro porque a faculdade errou, e errou muito ao expulsá-la, segundo porque essa história tem uma repercussão desnecessária dada pelos meios de comunicação e dos programas de tevê a tal aluna pós readmissão desta na faculdade. Mas fiquem as vontade para participar da enquête.

Enfim um assunto muito importante que deve ser lembrado e não pode passar em branco aqui no blog são os 20 anos da Queda do Muro de Berlim, que foi derrubado em 1989. O muro foi erguido para estancar a fuga de cidadãos da Republica Democrática da Alemanha (a Alemanha Oriental que foi à parte do país ocupada pela União Soviética) para o lado Ocidental dada aos aliados após a Segunda Guerra Mundial. Porém o Muro de Berlin tornou-se uma prisão para os cidadãos orientais, pois a cada tentativa de fuga que era realizada sendo vitoriosa ou não o muro ficava cada vez mais assustador e difícil de ser atravessado.
Foram 28 anos de um muro que representava o terror, e que se tornou símbolo máximo da Guerra Fria entre as duas grandes potencias do mundo naquela época (EUA e URSS). O muro de Berlin não separou somente os alemães, mas separou o mundo.
Mais de 190 pessoas morreram tentando atravessar para o lado ocidental, 3.221 foram às pessoas presas com o mesmo intuito.
Um ano depois de ser destruído (20 de novembro de 1989) a Alemanha foi unificada novamente, mas até hoje vinte anos depois ainda há diferenças entre o lado Oeste e o lado Leste do país. A queda simbolizou a redemocratização do mundo e o fim da corrida militar entre EUA e URSS, porém ainda não aprendemos com o passado, há muros em todos os lugares do mundo e diferenças que persistem mesmo com todos os erros cometidos. Israel constrói um muro entre seu território que o separa da Palestina, há um muro na Coréia do Norte, construído para evitar fuga de seus cidadãos na fronteira com a Coréia do Sul, e o muro que separa os EUA do México tornando a imigração uma situação de terror ainda pior para quem tenta entrar nos EUA.
O mundo ainda não aprendeu, ainda construímos muros ao redor de nossas nações para isolarmos ou sermos isolados, construímos muros ao nosso redor para nos protegermos ou nos separarmos de outras pessoas. Enquanto o mundo comemora a queda de um dos maiores muros, o de Berlin, deveríamos ter consciência e derrubar os que ainda faltam.

Sobre a UNIBAN

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in , | Posted on 11:13

Bom, é só pra constar mesmo, eu e o Tiago estamos ocupados ao extremo com a facul, por isso o blog anda tão caído.
Mas vamos lá, estou promovendo uma pesquisa sadia sobre a UNIBAN: você acha que ela deva ser extinta por excesso de moralidade? Vote lá

pequenas mudanças, ou pequenas tentativas.

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Posted by tiagokamui | Posted in , | Posted on 15:46

Um padre italiano causou polêmica ao celebrar um casamento entre um homem e uma transexual. O padre católico Alessandro Santoro responsável pela igreja de Piagge, em Florença tomou uma decisão chocante e polêmica, pelo menos aos olhos da Igreja na Itália, país onde 90% da população é católica.
Ele celebrou o casamento de Fortunato Talotta, de 56 anos, com Sandra Alvino, um transexual de 64 anos.
De acordo com o jornal La Repubblica, Fortunato e Sandra são casados civilmente há 26 anos, e ela se tornou mulher ainda nos 1970, quando realizou uma cirurgia de mudança de sexo em Londres, na Inglaterra. Ela se diz também “católica praticante”, ela luta pra poder na Igreja se casar a dois anos. O casamento deverá ser declarado invalido pelo Vaticano.

Esse fato expõe o quanto às doutrinas de uma Igreja milenar e com olhares pré-conceituosos a respeito de um mundo que tem procurado uma simbologia diferente através de outras religiões. E de seus sacerdotes cada vez mais abertos à tolerância e a mudanças dentro da Santa Sé.
A Igreja Católica hoje é fraca em paises que tradicionalmente seu poder foi estrondoso, é uma das religiões que mais perdeu fieis nos últimos anos, e isso reflete a posição e a opinião dos próprios seguidores. È a prova que a Igreja precisa de uma reformulação e repensar cuidadosamente suas posições para os próximos séculos.
A posição crítica e arrogante que tem para questões como; o aborto, a homossexualidade, o casamento entre padres, e a sagração de mulheres tem feito com que o Vaticano sofra ataques dentro do seu próprio rebanho e seja alvo de manifestações contrarias a suas doutrinas.

A questão da homossexualidade é sem dúvida um dos assuntos mais polêmicos e importantes que deve ser discutido no Vaticano. Os gays são uma das organizações mais combatidas pelo Clero, além disso, existe uma guerra declarada entre a Comunidade Gay e a Igreja. Nas Paradas Européias o Papa Bento XVI foi alvo de ataques e de ironias.
E a Igreja não pode simplesmente ignorar algo que está a sua porta. – “O catolicismo prega o amor de um Deus que andou entre homens, ladrões, prostitutas e pobres, e com eles viveu”. E a questão da homossexualidade é um fato que a Igreja tem de repensar suas posição, pois muitos gays são católicos, e não podem assumir sua sexualidade, pois podem tornassem alvos de repressão pré-conceito, a maioria não aguenta e migra de fé, levando assim juntos com outros fatores a essa espantosa debandada de fieis católicos para outras religiões.
O homossexualismo hoje ganhou posições de visão mundial, a luta gay é cada vez mais forte contra o preconceito, e para uma religião que prega a paz e pretende chegar aos próximos séculos viva deve rever sua conduta sobre seres humanos que lutam por igualdade e direitos civis e religiosos.

Carla - o destino cobra seu preço

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in , , | Posted on 19:20


É isso. Ele não me entende e acho que nunca vai entender. André sempre foi um menino muito determinado. Nisso ele puxou ao pai e isso é o que eu acho mais irônico!
Desde pequeno esse garoto me enche a paciência com essa história do Boquinha "larga esse cara, mãe, ele num presta!", mas ele não percebe que o pai dele é muito importante na vila e fez muita coisa incrível por nós todos, principalmente por mim.
Eu nunca contei pro André porque consigo manter uma boa relação com o pai dele e agora percebi que deveria ter contado tudo de uma vez por todas.
Se não fosse pelo Boquinha, eu nunca ia me livrar do meu pai, nem do tio Oscar, do tio Nicolau e de todos os amigos deles que vinham em casa. O Boquinha foi um santo que apareceu na minha vida, isso sim!
Aí esse garoto me inventa essa história de campeonato de skate. Que diacho! Isso lá era profissão? Eu sempre disse pra ele ir trabalhar numa fábrica igual ao Lula, mas ele tinha um plano diferente.
Hoje faz exatamente dez anos que o André foi embora e eu ainda choro todas as noites. O Boquinha morreu duas semanas depois da viagem do filho e, na verdade, ele nem gostava muito do garoto por causa do trabalho que ele dava aqui na vila com essas histórias de ONGs e jornais de bairro, tudo isso atrasava o movimento por aqui e o Boquinha nunca fazia nada contra o meu menino.
Agora eu sei que deveria ter tentado mudar de vida antes, passei o tempo todo me preocupando em fazer o André me entender e aceitar o que eu tinha com o pai dele. Agora, um foi embora há muito tempo e o outro morreu.

André - enganado pela vida, iludido pelo destino

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in , , , | Posted on 15:22

- Aaaah! - Foi o que se ouviu de André quando tentou - e errou feio - uma manobra simples com seu skate.
Não, não era nem de longe uma manobra difícil, mas, para ele, valia mais do que simplesmente encaixar a madeira no corrimão, daquilo dependia a mudança tão esperada em sua vida.
André morava com sua família - ele, cinco irmãos e a mãe - em um pequeno barraco no Capão Redondo, zona sul paulistana, onde, além dos problemas habituais de uma periferia, ainda podia contar com o agravante de ter como pai o responsável por todo o movimento ilícito da região, daí o motivo de não morarem juntos já que, além de André, Boquinha tinha mais uma coleção de filhos pelo bairro. A relação de Carla com a Boquinha, no entanto, era um tanto diferente do que se costuma ver, a mãe de André era devota, apoiava-o no que fosse necessário, defendia-o no "movimento" e sempre esteve disposta a dividir o marginal com outras tantas garotas durante sua adolescência.
Aquela manobra perdida significava uma chance única desperdiçada por André e ele sabia que aquilo não poderia acontecer novamente se quisesse o prêmio máximo na competição: uma vaga no Mundial, que seria disputado em New York. Esse era o plano, e era infalível. Bastava ele ganhar.
Sempre determinado e nunca iludido, André jamais acreditou no incentivo do Governo, por isso não ligava muito para o esporte, mas sim o para o que viria com ele: a chance de sair daqui e ir para um lugar mais justo. Era no que acreditava.
Hoje, dez anos depois, André já sabe que talvez também teria virado estatística se tivesse permanecido, mas percebeu que fugir durante o Mundial não fora uma ótima ideia. Já com seus 32 anos, sem estudo nem dinheiro, sabe que se estivesse no Brasil, pelo menos poderia andar pela rua tranquilamente
sem ser alvo da xenofobia exagerada norte-americana.
André, hoje em dia, pode comemorar apenas o título de funcionário do mês em uma das muitas lojas que empregam imigrantes ilegais em NY. Arrependido, triste e mal pago, André nunca mais ouviu falar de sua mãe. Como será que ela está?

Interneteando - parte 2

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in , , | Posted on 23:51

Esta semana foi ótima para continuar a análise fria e (até parece) impessoal sobre a nossa amada internet.
Vou direto ao assunto #VMB: eu comecei a assistir a apresentação umas 22h, mas só lembrei dele quando liguei o notebook, por quê? Porque o TwitterFox me avisou, é claro!
Assim que liguei a TV, comecei a tuitar sobre o assunto também e aquilo já estava fora do controle na web. Para se ter uma noção -- pra quem não assistiu --, o prêmio de "Twitter do ano" foi apresentado primeiro VIA TWITTER! Excelente, não?
Sabemos que o #VMB foi um fracasso, mas a tuitaiada ajudou na derrubada do evento, e é aí que eu queria chegar.
É claro que uma pessoa influenciavel se impressiona com qualquer coisa, mas a internet, em especial o Twitter, tem feito com que as milhões de pessoas que sofrem de insegurança no mundo possam se basear na opinião da maioria e, se você estiver pensando como eu, já deve ter percebido o estrago que isso pode fazer com um #VMB, por exemplo.
Há um caso bem velho (cerca de um mês) e que serve de exemplo para isso que eu escrevi: trata-se do #pumafail. A Puma pediu ajuda aos blogueiros pra divulgar um tênis e a galera espalhou isso, detonando a campanha e afundando a marca internet à fora. Esse caso não foi o único, mas foi uma ideia idiota, porque a equipe da Puma subestimou os blogueiros enquanto tentava apostar na internet.
Esse post tem justamente essa intenção: mostrar que a internet não se mexe sozinha, não evolui sozinha, como os temerosos acreditam, ela é feita de carne e osso geek. Não se pode temer o poderio dela, e sim respeitá-lo. No caso do #VMB, por exemplo, duas contas oficiais da MTV passaram todo o evento tentando colocá-lo no Trending Topics e não conseguiu, enquanto o Massacration o fêz assim que subiu ao palco, e sem ninguém pedindo "coloca a gente no TT", "nos ajudem a fazer história". Foi o povo que estava detestando o evento e, de repente, adorou uma apresentação freak!
É isso meu povo, falta só um post pra acabar essa série, então não percam o próximo. Ou percam! A internet é de vocês!

Vitória do Rio, vitória do Brasil.

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Posted by tiagokamui | Posted in , | Posted on 22:02


Os jogos Olímpicos são o reconhecimento mundial a um país sério, que pretende estar entre as grandes nações do mundo, esse reconhecimento e confiança foi dada hoje ao Brasil, com a vitória do Rio.
A COI (Comitê Olímpico Internacional), viu na campanha do Rio de Janeiro, um projeto sério, e valoroso, e a grande oportunidade de oferecer ao continente sul americano sua primeira Olimpíada. O Brasil torna-se hoje um símbolo mundial. Sendo reconhecido coma uma economia forte e vibrante e uma potencia em desenvolvimento, nada mais justo do que a organização dos jogos de 2016, para que o país esteja definitivamente visível aos olhos do mundo, como o grande emergente que é.

Foram dois anos de trabalho duro começando com a elaboração do dossiê carioca, e três tentativas fracassadas até a conquista que deu hoje ao Rio de Janeiro o direito de sediar o mais importante evento esportivo da Terra.
A cidade fez uma excelente campanha, derrotando as demais candidatas. O apoio das esferas do governo (municipal, estadual, e federal), e, o fato de que a América do Sul nunca organizou o evento, além do fato do Brasil está em destaque no cenário político e mundial como uma das economias mais fortes do pós-crise deram foi fundamental para a vitória do Rio sobre as demais cidades.
Chicago que era uma das favoritas junto com a carioca, foi eliminada na primeira rodada, um choque para quem apostava que a presença que presidente Barak Obama fosse influenciar na decisão. A capital japonesa foi à segunda eliminada, Tóquio saiu desapontada. Agora eram Rio, Madri, uma surpresa os madrilenos terem chego à afinal até para os espanhóis. Porém a cidade foi derrotada por mais da metade dos votos, foram 66 a 32, com isso o Brasil ganhou o direito de organizar os jogos de 2016, estimada em cerca de 25,9 bilhões, a campanha mais cara entre as candidatas. O país agora se iguala a Alemanha, ao México, e aos Estados Unidos, que no intervalo de dois anos realizaram as Olimpíadas e a Copa do mundo, a Copa de 2014 será no Brasil.

Com esse feito o país da um salto mundial, sua visibilidade global é inevitável. As Olimpíadas trazem investimentos e desenvolvimento sustentáveis, benéficos a cidades, e a sua população, turismo, infra-estrutura, transportes e qualidade de vida, e crescimento.
"Entre as dez maiores economias do mundo, só o Brasil nunca organizou os Jogos Olímpicos", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Temos de perder esse preconceito de que há violência, há pobreza, e que deveríamos investir em tudo isso antes de organizar uma Olimpíada, nós temos o direito sim. Antes de ganhar muita gente torcia contra a vitória do Rio”.
Contudo a vitória do Rio serve para nos dar uma lição, é a hora de nos mantermos firmes, e cobrarmos transparência nas obras, no desenvolvimento e na implantação do projeto, investir em educação, esportes e na formação de jovens. A vitória da cidade é a vitória de todo o povo brasileiro que apoiou a candidatura, o sonho.
A Copa do Mundo, e a Olimpíada darão ao Brasil algo nunca alcançado, a oportunidade de provar ao mundo, que somos um país que melhora a cada dia, que somos uma economia forte e com as melhoras exigidas feitas pela COI e FIFA, podemos chegar perto do tão sonhado primeiro mundo.

O sonho Olímpico

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Posted by tiagokamui | Posted in , | Posted on 23:45

O rio de janeiro desponta como a favorita na escolha da sede das Olimpíadas de 2016, ela concorre com as cidades de Tóquio, Madri e Chicago, essa que terá um acréscimo de peso na sua campanha, a presença do presidente americano Barak Obama. Contudo, o fato não intimidou os brasileiros. “Eles tem Obama, e nós temos o presidente que é ponte entre O hemisfério Norte e o Sul” diz Nuzman cabeça da campanha brasileira. O discurso de Lula será a última arma da campanha Rio 2016, para que a cidade seja a escolhida.

Muito vem se especulado nos jornais internacionais e a na mídia brasileira sobre a arrancada da cidade carioca na corrida olímpica. O Rio que passou com as piores notas na escolha das cidades candidatas, e agora desponta como a favorita à sede olímpica de 2016, que será anunciada nesta sexta-feira em Copenhague, Dinamarca.
A candidatura do Rio é a mais elogiada, pois desde do início ela conta com o apoio das três esferas do governo (municipal, estadual e federal). O presidente Lula, por exemplo esteve sempre presente a campanha do Rio, reforçando o argumento de que o governo federal oferece garantias financeiras de que a cidade precisa para realizar o evento, o Rio também tem a campanha mais cara entre as cidades candidatas, são cerca de 14 bilhões de dólares.
Além disso, com o advento da Copa do mundo de 2014, a cidade brasileira terá saneado boa parte dos problemas apontados pelos agentes da COI (Comitê Olímpico Internacional), que estiveram no Brasil em abril, para avaliar o projeto brasileiro. Os representantes da campanha brasileira vem se mostrando otimistas quanto à escolha, mesmo com nota máxima que Tóquio tirou em seu relatório, os japoneses vêm sendo criticados pelo baixo índice de apoio da população, apenas 54% deles querem a Olimpíada.
Madrid aposta tudo em sua vitória depois que foi derrotada por Londres para 2012, tendo um dos projetos mais elogiados. Chicago está entre as duas grandes favoritas, junto com o Rio, e ainda vai contar com uma atração de peso, confirmado em última hora, o presidente americano Barak Obama vai a Copenhague para ajudar sua cidade. Contudo não há como prever qual delas sairá vencedora, nós como brasileiros ficamos torcendo aqui para que o Rio de Janeiro seja a escolhida.
Trazer um evento desse tamanho significa desenvolvimento, qualidade nos transportes, revitalização da cidade, além de uma grande beneficio para a população, e o Brasil necessita desses projetos de desenvolvimento sustentável. A Copa do mundo ajudará a trazer parte desse avanço para as sedes, e caso o Rio seja eleito à cidade sede das Olimpíadas de 2016, ela será tomada por uma gama de investimentos, modernização, qualidade de vida para sua população.
Eu como brasileiro torço pela vitória do Rio de Janeiro como a primeira cidade Sul americana a ser sede olímpica, mas como todo bom brasileiro, vou esperar a eleição para saber quem será a escolhida, mesmo que a carioca seja a favorita, podemos sair dessa campanha bem desapontados.

O Brasil faz seu dever de casa

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Posted by tiagokamui | Posted in | Posted on 20:10

Estou impressionado com o papel do Brasil nas grandes reuniões que participa, é o caso do G20, o grupo dos pais mais ricos do mundo, e hoje o maior fórum mundial de debate sobre a economia.
O país tem feito direitinho o seu dever de casa na busca por uma posição de mais respeito e visualização junto ao grupo.
Na abertura da Assembléia Geral da ONU, o presidente Lula faz um discurso vibrante e lúcido na defesa da democracia algo hoje ameaçado novamente na América Latina. Sua política externa é respeitada entre as grandes potencias. Temos nos destacado no cenário internacional como um dos bric (os 4 maiores emergentes), que conseguiram uma vitória, modesta, mas uma vitória, agora tem mais 5% de poder sobre as decisões tomadas pelo FMI.
Contudo nada se acerta de mais. O país é um dos responsáveis pela ultima onde de violência em Honduras, já que permitiu que o presidente deposto Manuel Zelaya se apoderasse da embaixada brasileira, e transformasse ali seu escritório particular, a embaixada se encontra cercada e alvo de ataques, e de ultimatos dados pelo governo golpista. Honduras encontrasse em guerra, e a atitude brasileira não ficou muito clara.
Porém podemos elogiar o país como uma potencia com crescimento continuou e até sendo elevado a grau de investimento por agencia internacionais como um dos mais seguros para se investir. É um dos paises que mostrou melhores condições pós-crise financeira mundial. E hoje se destaca como uma das nações mais respeitadas do G20. Numa economia cada vez mais polarizada, é papel fundamental mostrar-se firme. O Brasil aparece no cenário mundial com uma forte economia e uma política externa forte e presente, e como a consolidação do G20 como o principal fórum econômico e político, o país começa a ter seu papel no mundo.

Interneteando - parte 1

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in | Posted on 14:11

A internet é uma "coisa" que sempre nos impressiona. Aparecem novas ferramentas, novos tipos de sites, novas pessoas, novos crimes, novas tecnologias e assim por diante.
Até agora, lembro, desde a estreia do Orkut (quando era um site exclusivo a convidados), que as novidades não pararam por um só dia; temos, só no ramo do Orkut, um leque infinito de opções como Facebook, MySpace, Limão e alguns mais criativos como o Delicious.
Agora veja só, leitor, chegamos a um ponto em que a web -- mesmo nos impressionando sempre -- começa a alcançar uma fase de estafa e até o tão aclamado Twitter ficou enjoativo. Vou explicar:
O que temos visto nos últimos meses na rede? Além da baboseirada normal -- já que os blogs não inovam -- apenas denúncias, geralmente fundamentadas, que nunca dão em nada, basta lembrarmos do caso mais famoso, o #ForaSarney, que além de acabar em pizza, ainda resultou na censura do jornal O Estado de São Paulo (que se mantém há 51 dias). Há também a campanha encabeçada pelo @TicoSantaCruz contra a @RadioMixFM, que se nega a tocar músicas do Detonautas Roque Clube por uma picuinha pessoal.
Eu passo o dia todo no Twitter e vejo jornalistas, políticos, Marcelos Tases e simples usuários denunciarem de tudo na internet e -- pelo menos -- a única campanha que vi resultado foi o bloqueio do perfil @simhomofobia no site, da qual fiz parte da campanha para tirá-lo do ar.
A última cadeia de discussões acaloradas que vi foi sobre a publicidade, velada ou não, em blogs e afins (coisa que se faz em muros, jornais, revistas, canais de TV etc) e, mesmo assim, nada de tão aprofundado. A internet ganhou fama de superficial e isso tem feito com que as pessoas procurem cada vez menos conteúdo nela. Isso é um erro, prova disso é você estar lendo esse texto até aqui. Muita gente acha que o legal da internet é você sair clicando adoidado em tudo, isso faz de você um internauta (que termo véio) ideal: que não pensa, não lê e só clica, clica, clica. E não por falta de tempo, mas sim por pura preguiça.
Vou testar a paciência de leitura com esse post e dividi-lo em três partes. Prove a si mesmo que você não faz parte do padrão atual e leia até o final, você vai se surpreender consigo mesmo ao perceber que é legal acompanhar um assunto por mais de um dia de buscas na rede.

Estreia sem acento

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Posted by Leonardo Pereira | Posted in | Posted on 14:09

É sempre difícil começar algo novo, um blog então, nem se fala. A gente passa a semana toda imaginando coisas, pautando o dia-a-dia e pensando no que seria legal para compartilhar. Mas na hora de escrever, se não tiver a garra e vontade necessária, vai tudo pra merda.
E é assim que eu abro esse blog: sem post, com um meio-palavrão e uma interrogação na cabeça (na sua e na minha). Enquanto as parcerias não chegam, prometo que vou tocando o barco sozinho (eu disse barco, preste atenção) e depois coloco algo mais legal e produtivo por aqui.